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segunda-feira, 1 de novembro de 2010

A oração

A Importância da oração

A oração é a respiração da alma, a íntima ligação com o seu Criador e Salvador...
A oração liga-nos de facto Àquele que é a nossa Fonte
À semelhança da planta que precisa de água e de adubo para poder crescer e desenvolver-se, a vida divina derramada na nossa alma no momento do baptismo não pode crescer e desenvolver-se até atingir a sua maturidade própria e única (quer dizer "a plenitude da idade de Cristo" que corresponde a cada um de nós), sem o pão dos sacramentos e... a água da oração ! Assim, qualquer que seja o nosso estado de vida (laicos ou consagrados) e as nossas ocupações pessoais, profissionais ou públicas, a atitude interior do recolhimento perante Deus é a primeira atitude orante, aquela que de facto nos liga Àquele que é a nossa Fonte, a Fonte de toda a vida.

Quanto às diversas formas de oração, elas variam com a própria variedade das nossas almas no seu diálogo íntimo com o Senhor. Não obstante, a oração pessoal não substitui nem suprime a oração dos diferentes ofícios litúrgicos (oração oficial da Igreja), nem as importantes orações tradicionais da Igreja (entre outras a oração que o próprio Jesus nos ensinou, o « Pai Nosso » ou a saudação angélica a Maria, a « Ave Maria », orações fundamentais do cristão) nem tão pouco a oração de grupo (de intercessão por exemplo).




« Pedi e recebereis »
Por outro lado alguns pensam  - muito injustamente - que se a oração de louvor é positiva, a oração de intercessão o seria menos pois não se pode mudar o Coração de Deus que conhece as nossas necesidades melhor que nós... Na verdade, não mudamos o Coração de Deus quando oramos, mas...  ao contrário, é Deus que muda o nosso e o daqueles pelos quais oramos... É precisamente por isso que Cristo insiste tanto no Evangelho :
« Pedi e recebereis »;
« Batei, e hão-de abrir-vos »;
« Procurai e encontrareis »
(Mt 7,7)

Pois se a oração não muda o Coração de Deus, sem a nossa oração a porta da nossa alma permanece fechada e o poder de Deus não pode entrar nela por arrombamento.





 “Se rezamos mal, ou se não rezamos bastante, somos responsáveis por todo o bem que poderíamos ter feito e que não fizemos”. O cristão deve se tornar uma verdadeira e viva oração, pois esta não se resume nas preces feitas, mas deve envolver todos os gestos e ações. São Paulo foi claro: “Quer comais, quer bebais, fazei tudo para honra e glória de Deus” (1 Cor 10,31).
É preciso realizar todas as tarefas em espírito de oração. Deste modo, a oração cristã se estende pelo universo todo numa sinfonia coletiva para o louvor ao Ser Supremo. Trata-se da globalização da oração. O que se esquece muitas vezes é que a prece individual é uma parcela do todo eclesial. Membros do Corpo Místico de Cristo é em Jesus, por Jesus, com Jesus que o batizado ora, unido assim a toda a Igreja orante. Cristo é a Oração substancial e nele as preces de cada um têm um valor maravilhoso.


Por tudo isto a oração de quem reza deve ser um olhar para a complacência divina. Então as orações não se transformam num nevoeiro de uma recitação fastidiosa. Deixar que o olhar de Jesus penetre as profundezas do ser e acatar o que ele vai pedir seja corrigido e o fazer imediatamente. O fervor do desejo de agradar a Deus é o cerne da prece bem feita. Santa Ângela de Foligno ensinava: “Nossas orações devem ser clamores interiores, violentos, potentes, repetidos que arrancam à força as graças das entranhas do Pai Celeste”. Além disto orar não é apenas pedir, invocar auxílio, é contemplar. Contemplar é vir a ser um outro Cristo, pois a prece verdadeira é transformante. Disto tudo resulta também a espontaneidade com que, nas preces individuais, se deve dirigir a Deus. O próprio Espírito Santo inspira o modo certo de se falar com o Onipotente. Além disto,  oração não pode ser um ato apressado, corrido, desatento, dado que é uma homenagem e não um insulto. Para isto se faz indispensável o Dom da Sabedoria que leva a degustar a união com Aquele “no qual existimos, nos movemos e somos” (Atos 17,28). Deste modo, a oração fica impregnada de franqueza e toda insinceridade é alijada, uma vez que o formalismo e toda e qualquer artificialidade são banidos.

 

"Nada te pertubes nada te espante tudo passa !
Só Deus não muda ! ...A paciencia tudo alcança..
Quem a Deus tem nada lhe falta .. só Deus Basta"

Sta Teresa de Jesus



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