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segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Vendo a si mesmo da forma correta

“Por acaso é a aprovação dos homens que estou procurando ou é a aprovação de Deus?”
Gl 1,10
          Muitos de nós dedicamos nossas vidas a tentar mudar a opinião que os outros têm a nosso respeito. Estamos decididos a provar que temos valor. Ora,você não deve ser,como disse alguém ironicamente : “Gosto de Falar comigo mesmo,porque gosto de lidar com gente de primeira.” Mas você também não pode basear o seu valor na opinião daqueles que o colocam para baixo. É importante primeiramente, a transparência com você mesmo, pois ela é fundamental em sua vida. É importante primeiro ser autêntico consigo mesmo, pois somente você, além de Deus, é o único que se conhece por inteiro e não pode enganar a si mesmo,sendo transparente com você mesmo,estará o sendo com Deus,nada de mascaras, terá sua consciência limpa,mesmo que os outros não te vejam assim,o importante é que você ao rezar,ao deitar,ao levantar,a sorrir,a falar e ao se olhar no espelho vai saber que está vendo a si mesmo da forma correta. Quando você aprender a fazer isso,o resto virá por conta,e vai se estender para o resto das demais esferas da sua vida,através do seu testemunho,e não por causa daquilo que outros falam de você. Uma vez ouvindo uma palestra, algo me chamou atenção e que gravei para o resto da minha vida, foi que sempre nós estamos preocupados com aquilo que o outro vai achar de mim,porque não estamos seguros de nós mesmos. Quando você é seguro de si mesmo,você vai aprender uma coisa,opinião dos outros nunca deve ser importante,ela pode ser duas coisas,agradável ou desagradável,mas nunca são importantes, isso não quer dizer que você agora tem que desprezar tudo aquilo que te dizem, mas é preciso discernir,lembra do que falei no inicio ? “você não pode basear seu valor na opinião daqueles que o colocam para baixo” tenha sempre em mente um ensinamento de são Paulo e o leve para toda sua vivência 1Ts 5,21”Examinai tudo e fiquem com o que é bom” . E outra coisa, opinião importante sobre você, é a sua sobre você mesmo,porque essa você sabe que é verdadeira,pois você não pode enganar a si mesmo, e é aquilo que você sabe de você mesmo que te encoraja para que você possa alcançar a cada dia patamares mais altos.
          Quando Jesus foi até Nazaré,sua terra,foi para a sinagoga ensinar, ele é filho de Deus,as escrituras falavam dele,e ele estava cumprindo a sua missão de anuncio do reino,no meio do povo,e não foi aceito,foi criticado, o que aqueles que lá estavam disseram dele? Não é este o filho de José ,não é este o carpinteiro filho de Maria ? Quanto mais nós não vamos encontrar pedras no caminho,pessoas para nos derrubarem e nos criticarem,e querer dominar nossas vidas através de seus conceitos e opiniões próprias.
          Até que você pare de concordar com aqueles que o maltratam,ou de se curvar aos acontecimentos que aleijam você emocionalmente e não aprender a ser transparente consigo,continuará trancado em uma prisão construída por você mesmo. Quando a opinião dos seus críticos passa a ser a sua opinião,você estará construindo em sua alma uma prisão que abriga um único prisioneiro –você. Para vencer na vida,você precisa ser capaz de trabalhar ao lado de pessoas sem se deixar controlar pelo humor delas e sem se deixar governar pela opinião dos outros. Era isto que Paulo estava Falando quando disse : “Por acaso é a aprovação dos homens que estou procurando ou é a aprovação de Deus? Seu eu ainda estivesse procurando agradar a homens eu não seria servo de cristo”.


sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Dar e Receber um pouco

 “...Suportai-vos uns aos outros no amor.” Ef 4,2

          Antes de discutirmos o que é uma concessão saudável,vamos esclarecer o que não é. Não é saudável abrir mão do que você acredita,do que Deus quer para você ,ou aceitar a segunda melhor opção porque você está ansioso ou com medo das críticas e dos desafios que irá enfrentar. Não é saudável sufocar a vontade de Deus por causa do nosso orgulho,para colocar acima dos sonhos d’Ele os meus caprichos,as minhas vontades e desejos,ou de outros. Muitas vezes não compreendemos os desígnios do senhor, pois nossa compreensão é tola,pequena,mesquinha e cheia de si mesma, e como afirma o salmo 139 v6  “é um saber maravilhoso que me ultrapassa, não alcanço de tão alto”, justamente este salmo completa a nossa ignorância diante da vontade de Deus,não conseguimos muitas vezes compreender e discernir a obra de Deus nas nossas vidas,e ficamos revoltados,desanimados e sem fé, simplesmente porque aquilo que brota do nosso coração são vontades e obras que está fora dos planos de Deus das suas leis e desígnios,e qual a nossa reação ? Sempre queremos que Deus se curve as nossas vontades,seja como for ,o nosso pensamento tende a dizer que Deus não pode fazer assim... se Deus não faz isso... se Deus não fizer daquele jeito... e vamos vivendo querendo que Deus se curve a minha vontade,quando a reveladora palavra nas escrituras diz em 1cor 2,16 Com efeito, quem conheceu o pensamento do Senhor, de maneira a poder aconselhá-lo?  Quem somos nós para contestar a vontade de Deus ? lembra-te meu caro amigo que a melhor coisa que um cristão pode fazer é se por em oração ao invés de ficar contestando as vontade de Deus,  pois nada está fora do alcance da oração,exceto o que está fora da vontade de Deus,e jamais confunda a sua vontade com a vontade do senhor.
          Pois bem fazer uma concessão saudável significa aprender a negociar uma situação em que ambos os lados saem ganhando, de acordo com aquilo que é agradável aos olhos do senhor. É tentador descartar alguém que para nós está errado e ver apenas o nosso próprio ponto de vista. Nesse momento,é crucial abrir mão do seu orgulho,deixar de lado suas vontades,seu capricho e colocar-se no lugar da outra pessoa e perguntar a si mesmo : “Posso ver o ponto de vista dele ? posso ajudá-lo a entender melhor o que eu estou passando ? posso avaliar com transparência o seu ponto de vista?”  Paulo em suas cartas às suas comunidades diz : suportai-vos uns aos outros Ef 4,2 e Cl 3,13, quando ele diz isso,faz referência para que nós cristãos auxiliados pela vontade de Deus,observando suas leis e preceitos,o qual o maior é o amor,possamos dar suporte aos nossos irmãos,servir de suporte e segurança a eles,através do amor,estar sempre na prontidão para servir e amar. Seja luz para seu irmão,seja suporte para ele,ajude-o, o auxilie isso é dar e receber um pouco,comece por aí “suportai-vos uns aos outros”.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Boa preparação para o sacerdócio: receitas do Papa

Maturidade, estudo, intimidade com Deus e pertença eclesial


          CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 18 de outubro de 2010 (ZENIT.org) - O sacerdote católico "existe para levar Deus aos homens" e, antes de tudo, deve ser um "homem de Deus": assim exorta o Papa Bento XVI aos seminaristas, em sua carta, divulgada aos aspirantes ao sacerdócio do mundo inteiro.
          Nesta mensagem, na qual recorda seus anos no seminário, o Papa exorta os seminaristas a aproveitarem bem seu tempo de formação, mediante o estudo da teologia e o crescimento pessoal e espiritual. Entre as "receitas" que o Papa oferece aos seminaristas, ele sublinha a importância da vida sacramental, da integração na Igreja, do estudo da teologia e do direito canônico, da maturidade e da compreensão e vivência serena do celibato.

 Oração

          Antes de tudo, afirma, um seminarista deve "aprender a viver em contato permanente com Deus", deve "orar em todo momento".
Não se trata de "recitar orações continuamente", mas de "não perder jamais o trato interior com Deus", que é o sentido da oração.
          "Por isso, é importante que o dia comece e acabe com a oração; que escutemos Deus na leitura da Sagrada Escritura; que Lhe digamos os nossos desejos e as nossas esperanças, as nossas alegrias e sofrimentos, os nossos erros e o nosso agradecimento por cada coisa bela e boa, e que deste modo sempre O tenhamos diante dos nossos olhos como ponto de referência da nossa vida."

Eucaristia e confissão
          Mas Deus, afirma o Papa, "não é somente uma palavra. Nos sacramentos, Ele se entrega a nós em pessoa, por meio de realidades corporais".
         Por isso, continua, é necessário que a Eucaristia seja "o centro da nossa relação com Deus e da configuração da nossa vida (...); celebrá-la com íntima participação e assim encontrar Cristo em pessoa deve ser o centro de todas as nossas jornadas".
          Para celebrar bem a Eucaristia, acrescenta o Papa, "é necessário aprendermos também a conhecer, compreender e amar a liturgia da Igreja na sua forma concreta. Na liturgia, rezamos com os fiéis de todos os séculos; passado, presente e futuro encontram-se num único grande coro de oração".
          "A partir do meu próprio caminho, posso afirmar que é entusiasmante aprender a compreender pouco a pouco como tudo isto foi crescendo, quanta experiência de fé há na estrutura da liturgia da Missa, quantas gerações a formaram rezando."
          Bento XVI sublinha também a importância da confissão no itinerário de um futuro sacerdote: "Ensina a olhar-me do ponto de vista de Deus e obriga-me a ser honesto comigo mesmo; leva-me à humildade".
"Embora tenhamos de lutar continuamente contra os mesmos erros, é importante opor-se ao embrutecimento da alma, à indiferença que se resigna com o facto de sermos feitos assim."
          O importante, segundo o Papa, é "continuar a caminhar, sem cair em escrúpulos mas também sem cair na indiferença, que já não me faria lutar pela santidade e o aperfeiçoamento. E, deixando-me perdoar, aprendo também a perdoar aos outros; reconhecendo a minha miséria, também me torno mais tolerante e compreensivo com as fraquezas do próximo".

Amar a teologia
          O tempo no seminário é sobretudo tempo de estudo, recorda o Papa: "Uma das principais tarefas dos anos no seminário é capacitar-vos para dar razões da vossa fé".
          "Tudo o que vos peço insistentemente é isto: Estudai com empenho! Fazei render os anos do estudo! Não vos arrependereis", exorta.
          O Papa reconhece que, "muitas vezes, as matérias de estudo parecem muito distantes da prática da vida cristã e do serviço pastoral"; porém, "não se trata apenas de aprender as coisas evidentemente úteis, mas de conhecer e compreender a estrutura interna da fé na sua totalidade".
          Somente assim a fé se torna "resposta às questões dos homens, os quais, do ponto de vista exterior, mudam de geração em geração e todavia, no fundo, permanecem os mesmos".
          Sublinha também a importância de "conhecer profundamente a Sagrada Escritura em sua totalidade, em sua unidade entre Antigo e Novo Testamentos", assim como "conhecer os Padres e os grandes concílios" e "as questões essenciais da teologia moral e da doutrina social da Igreja".
          Também é importante "a teologia ecumênica, conhecer as várias comunidade cristãs, é evidente; e o mesmo se diga da necessidade duma orientação fundamental sobre as grandes religiões e, não menos importante, sobre a filosofia: a compreensão daquele indagar e questionar humano ao qual a fé quer dar resposta".
          E finalmente, explica o Papa, é importante "amar o direito canônico na sua necessidade intrínseca e nas formas da sua aplicação prática: uma sociedade sem direito seria uma sociedade desprovida de direitos. O direito é condição do amor".

    Maturidade

          Outro dos aspectos aos quais o Papa dá grande importância é a maturidade e o equilíbrio pessoal, especialmente quanto à vivência do celibato, à integração da sexualidade na própria personalidade.
A sexualidade, afirma Bento XVI, "é um dom do Criador, mas também uma função que tem a ver com o desenvolvimento do próprio ser humano. Quando não é integrada na pessoa, a sexualidade torna-se banal e ao mesmo tempo destrutiva".
          Recordando os recentes escândalos de abusos de menores por parte de membros do clero, o Papa afirma que estes fatos, "que há que reprovar profundamente, não podem desacreditar a missão sacerdotal, que permanece grande e pura".
         "Graças a Deus, todos conhecemos sacerdotes convincentes, plasmados pela sua fé, que testemunham que, neste estado e precisamente na vida celibatária, é possível chegar a uma humanidade autêntica, pura e madura", acrescenta, recordando a importância de "tornar-nos mais vigilantes e solícitos, levando precisamente a interrogarmo-nos cuidadosamente a nós mesmos diante de Deus ao longo do caminho rumo ao sacerdócio, para compreender se este constitui a sua vontade para mim".
         O sacerdote, "que terá de acompanhar os outros ao longo do caminho da vida e até às portas da morte, é importante que ele mesmo tenha posto em justo equilíbrio coração e intelecto, razão e sentimento, corpo e alma, e que seja humanamente íntegro".

Sentido de Igreja e Espiritualidade


           O seminarista, que frequentemente, nos últimos tempos, procede de âmbitos diversos e às vezes dos novos movimentos e carismas, deve ser, antes de tudo, "homem de Igreja", acima de particularismos, sublinha o Papa.
           "Os movimentos são uma realidade magnífica; sabeis quanto os aprecio e amo como dom do Espírito Santo à Igreja. Mas devem ser avaliados segundo o modo como todos se abrem à realidade católica comum, à vida da única e comum Igreja de Cristo que permanece uma só em toda a sua variedade", afirma.
          "O seminário - recorda - é o período em que aprendeis um com o outro e um do outro. Na convivência, por vezes talvez difícil, deveis aprender a generosidade e a tolerância não só suportando-vos mutuamente, mas também enriquecendo-vos um ao outro."
           "Esta escola da tolerância, antes do aceitar-se e compreender-se na unidade do Corpo de Cristo, faz parte dos elementos importantes dos anos de seminário."

         Bento XVI afirma também, por último, que não se deve desprezar a piedade popular; "é certo que a piedade popular tende para a irracionalidade e, às vezes, talvez mesmo para a exterioridade. No entanto, excluí-la, é completamente errado".
         "Através dela, a fé entrou no coração dos homens, tornou-se parte dos seus sentimentos, dos seus costumes, do seu sentir e viver comum. Por isso a piedade popular é um grande patrimônio da Igreja. A fé fez-se carne e sangue", explica o Papa. "Seguramente a piedade popular deve ser sempre purificada, referida ao centro, mas merece a nossa estima", conclui.

domingo, 2 de janeiro de 2011

Roquete e Sobrepeliz ! diferenças !

          Pesquisando em algumas páginas da web sobre liturgia,achei algumas informações sobre a sobrepeliz e o roquete, abaixo segue as principais informações,diferenças,e significado. Eu fico muito preocupado,porque sempre que vejo alguém a serviço do altar,seja padre,seminarista,coroinha etc...  vejo que estão usando a sobrepeliz,e nem mesmo sabem que estão a vestindo,pois a chamam de roquete,quando na verdade não é,o roquete é muito sememlhante a sobrepeliz,mas não é a mesma coisa !
          As informações foram tiradas do Site Salvem a Liturgia, eu recomendo as pessoas interessadas nos diversos assuntos sobre liturgia,e sobre a igreja ,que possam sempre que puderem acessar,pois dentre muitos é um ótimo instrumento de estudo sobre liturgia :


Introdução
          Roquete e sobrepeliz são duas vestes muito semelhantes. Seus papéis também podem se confundir. Apresentamos aqui a história de tais peças de maneira resumida. Tratamos ainda de seus usos na liturgia e suas principais diferenças. 
O Roquete

Do que se trata
Trata-se de uma "túnica" de cor branca. Geralmente feita de linho fino ou tecido semelhante. Atinge os joelhos. Distingue-se da sobrepeliz principalmente pelas mangas mais estreitas, frequentemente enfeitados com rendas. Pode ser forrada nos punhos e/ou na barra. 
Eis a foto de um roquete com os punhos forrados de vermelho
note o detalhe das mangas muito menos largas que a sobrepeliz


Quem usa e como usa ?

         Esta peça é usada na atualidade por bispos e alguns prelados. Entretanto o direito de usar pode ser concedido à outros: como os cônegos da igreja catedral. Seu uso se dá com as vestes corais. Não é uma veste sacra, não podendo ser utilizado como um substituto para o sobrepeliz. Quando o bispo se troca, pode manter o roquete sobre a batina, colocando sobre eles o amito, a alva e os demais paramentos. Não pode, porém usar a sobrepeliz sobre o roquete, no caso de administrar algum sacramento.  

 Cardeal em vestes corais com roquete,novamente podemos observar a diferença,pois as mangas do roquete como se nota nesta foto são praticamente "coladas" enquanto na sobrepeliz são largas ou seja "frouxas",e também o roquete tem significativas rendas.
  
História
As primeiras conhecimento do uso do Roquete datam do século IX. Trata-se de um inventário dos paramentos do clero romano. Neste ele é chamado "camisia". O nome "rochettum" apareceu em Roma no século XIV, não demorou muito para substituir todas as demais denominações.
Fora de Roma, tal paramento também era usado. No império franco (século IX) , como "Clericalis alba"; e na Inglaterra (século X), sob o nome de "oferslip". No início do século XII, o Roquete é mencionado por Gerloh de Reichersperg como "Talaris túnica". A partir do século XIII em diante, é frequentemente encontrado nos textos sobre liturgia. O IV Concílio de Latrão prescreveu seu uso para os bispos que não pertencem a uma ordem religiosa, tanto na igreja quanto em todas as demais aparições públicas.

Significado
Com o resumo de seu uso aos bispos e alguns prelados, o roquete ganhou ao longo do tempo, o significado de autoridade e jurisdição.
Dom Eugênio Cardeal Sales com roquete na posse de Dom Orani

A sobrepeliz

Do que se trata
          Veste branca usada pelos sacerdotes em rituais que não se juntou à missa, por vários ministros no exercício de suas funções. A liturgia sempre quis colocar uma veste branca como base, à semelhança dos 24 anciãos que estão nos céus em volta do trono do Cordeiro (Ap 4, 4).
Não se sabe ao certo, o início do uso da sobrepeliz. Sem dúvida era originalmente uma veste reservada para procissões enterros e ocasiões semelhantes. Na Inglaterra e na França, já era encontrada no século XI. Na Itália, somente no século XII. Fora usada em casos isolados, como na administração de alguns sacramentos. Ao fim deste século já era característica do baixo-clero em suas funções litúrgicas. A vestição da sobrepeliz sobre os clérigos após a tonsura é descrita nos livros litúrgicos nos séculos XIV e XV. Os agostinianos tiveram, certamente,um papel fundamental na propagação do uso da sobrepeliz, usando-a nos serviços litúrgicos e como parte do próprio hábito. Nesta última função a sobrepeliz foi sendo substituída pelo escapulário. Originalmente, a sobrepeliz era uma vestimenta longa chegando aos pés, no século XIII começou a se reduzir, até atingir a forma que tem hoje. Seu nome se deve aos países nórdicos, onde era endossada sobre roupas de pele, por conta do clima frio.

Acólitos
         A sobrepeliz é usada por acólitos que servem à missa como turiferário, cruciferário, ceroferário, etc, tanto na forma ordinária como na forma extraordinária do rito romano. Conforme era usada pelos agostinianos e posteriormente em toda a Itália, no fim do século XII.

          Abaixo algumas fotos da sobrepeliz,observe bem as fotos e as compares com a do roquete,você notará que a sobrepeliz tem as mangas largas,e com um número bem reduzido de rendas.
Acólito servindo na forma extraordinária do rito romano usando sobrepeliz

Acólito servindo na forma extraordinária do rito romano usando sobrepeliz

Cardeal Serafim com vestes corais cardinalícias com sobrepeliz. 



Seminarista desempenhando o serviço de turiferário usando sobrepeliz e batina

Cerimoniários
          Um dos casos mais notáveis do uso da sobrepeliz é pelos cerimoniários. Eles endossam a sobrepeliz sobre o hábito talar que lhes é conveniente. Abaixo tem-se algumas fotos dos cerimoniários pontifícios usando sobrepeliz. observe Mosenhor Guido Marini (à direita) ele está usando sobrepeliz com renda e não roquete, embora rendada,observe as mangas : é uma sobrepeliz

Vestes corais
          Nas vestes corais o roquete pode ser substituído pela sobrepeliz, conforme determinação da Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos.
Administração dos sacramentos
           Sempre que o sacerdote confere algum sacramento for da missa, faz uso da sobrepeliz sobre hábito talar e com estola. A cor desta de acordo com o sacramento em questão. Tal prática é antiga e já encontra na Itália no século XII.  
Diferenças básicas
          Concluindo esta pequena esplanação acerca dessas duas vestimentas. Gostaria de enfatizar as diferenças básicas entre os atuais modelos de roquete e sobrepeliz. O primeiro é estreito, apresenta grande quantidade de rendas e notavelmente mangas unidas às da batina. A sobrepeliz é mais larga, não possui necessariamente rendas e, se as possui, é em menos quantidade. Possuem mangas são mais largas e não rentes às da batina. Abaixo detalhe das mangas:
sobrepeliz

Roquete
 Fonte : salvem a liturgia