Páginas

domingo, 2 de janeiro de 2011

Roquete e Sobrepeliz ! diferenças !

          Pesquisando em algumas páginas da web sobre liturgia,achei algumas informações sobre a sobrepeliz e o roquete, abaixo segue as principais informações,diferenças,e significado. Eu fico muito preocupado,porque sempre que vejo alguém a serviço do altar,seja padre,seminarista,coroinha etc...  vejo que estão usando a sobrepeliz,e nem mesmo sabem que estão a vestindo,pois a chamam de roquete,quando na verdade não é,o roquete é muito sememlhante a sobrepeliz,mas não é a mesma coisa !
          As informações foram tiradas do Site Salvem a Liturgia, eu recomendo as pessoas interessadas nos diversos assuntos sobre liturgia,e sobre a igreja ,que possam sempre que puderem acessar,pois dentre muitos é um ótimo instrumento de estudo sobre liturgia :


Introdução
          Roquete e sobrepeliz são duas vestes muito semelhantes. Seus papéis também podem se confundir. Apresentamos aqui a história de tais peças de maneira resumida. Tratamos ainda de seus usos na liturgia e suas principais diferenças. 
O Roquete

Do que se trata
Trata-se de uma "túnica" de cor branca. Geralmente feita de linho fino ou tecido semelhante. Atinge os joelhos. Distingue-se da sobrepeliz principalmente pelas mangas mais estreitas, frequentemente enfeitados com rendas. Pode ser forrada nos punhos e/ou na barra. 
Eis a foto de um roquete com os punhos forrados de vermelho
note o detalhe das mangas muito menos largas que a sobrepeliz


Quem usa e como usa ?

         Esta peça é usada na atualidade por bispos e alguns prelados. Entretanto o direito de usar pode ser concedido à outros: como os cônegos da igreja catedral. Seu uso se dá com as vestes corais. Não é uma veste sacra, não podendo ser utilizado como um substituto para o sobrepeliz. Quando o bispo se troca, pode manter o roquete sobre a batina, colocando sobre eles o amito, a alva e os demais paramentos. Não pode, porém usar a sobrepeliz sobre o roquete, no caso de administrar algum sacramento.  

 Cardeal em vestes corais com roquete,novamente podemos observar a diferença,pois as mangas do roquete como se nota nesta foto são praticamente "coladas" enquanto na sobrepeliz são largas ou seja "frouxas",e também o roquete tem significativas rendas.
  
História
As primeiras conhecimento do uso do Roquete datam do século IX. Trata-se de um inventário dos paramentos do clero romano. Neste ele é chamado "camisia". O nome "rochettum" apareceu em Roma no século XIV, não demorou muito para substituir todas as demais denominações.
Fora de Roma, tal paramento também era usado. No império franco (século IX) , como "Clericalis alba"; e na Inglaterra (século X), sob o nome de "oferslip". No início do século XII, o Roquete é mencionado por Gerloh de Reichersperg como "Talaris túnica". A partir do século XIII em diante, é frequentemente encontrado nos textos sobre liturgia. O IV Concílio de Latrão prescreveu seu uso para os bispos que não pertencem a uma ordem religiosa, tanto na igreja quanto em todas as demais aparições públicas.

Significado
Com o resumo de seu uso aos bispos e alguns prelados, o roquete ganhou ao longo do tempo, o significado de autoridade e jurisdição.
Dom Eugênio Cardeal Sales com roquete na posse de Dom Orani

A sobrepeliz

Do que se trata
          Veste branca usada pelos sacerdotes em rituais que não se juntou à missa, por vários ministros no exercício de suas funções. A liturgia sempre quis colocar uma veste branca como base, à semelhança dos 24 anciãos que estão nos céus em volta do trono do Cordeiro (Ap 4, 4).
Não se sabe ao certo, o início do uso da sobrepeliz. Sem dúvida era originalmente uma veste reservada para procissões enterros e ocasiões semelhantes. Na Inglaterra e na França, já era encontrada no século XI. Na Itália, somente no século XII. Fora usada em casos isolados, como na administração de alguns sacramentos. Ao fim deste século já era característica do baixo-clero em suas funções litúrgicas. A vestição da sobrepeliz sobre os clérigos após a tonsura é descrita nos livros litúrgicos nos séculos XIV e XV. Os agostinianos tiveram, certamente,um papel fundamental na propagação do uso da sobrepeliz, usando-a nos serviços litúrgicos e como parte do próprio hábito. Nesta última função a sobrepeliz foi sendo substituída pelo escapulário. Originalmente, a sobrepeliz era uma vestimenta longa chegando aos pés, no século XIII começou a se reduzir, até atingir a forma que tem hoje. Seu nome se deve aos países nórdicos, onde era endossada sobre roupas de pele, por conta do clima frio.

Acólitos
         A sobrepeliz é usada por acólitos que servem à missa como turiferário, cruciferário, ceroferário, etc, tanto na forma ordinária como na forma extraordinária do rito romano. Conforme era usada pelos agostinianos e posteriormente em toda a Itália, no fim do século XII.

          Abaixo algumas fotos da sobrepeliz,observe bem as fotos e as compares com a do roquete,você notará que a sobrepeliz tem as mangas largas,e com um número bem reduzido de rendas.
Acólito servindo na forma extraordinária do rito romano usando sobrepeliz

Acólito servindo na forma extraordinária do rito romano usando sobrepeliz

Cardeal Serafim com vestes corais cardinalícias com sobrepeliz. 



Seminarista desempenhando o serviço de turiferário usando sobrepeliz e batina

Cerimoniários
          Um dos casos mais notáveis do uso da sobrepeliz é pelos cerimoniários. Eles endossam a sobrepeliz sobre o hábito talar que lhes é conveniente. Abaixo tem-se algumas fotos dos cerimoniários pontifícios usando sobrepeliz. observe Mosenhor Guido Marini (à direita) ele está usando sobrepeliz com renda e não roquete, embora rendada,observe as mangas : é uma sobrepeliz

Vestes corais
          Nas vestes corais o roquete pode ser substituído pela sobrepeliz, conforme determinação da Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos.
Administração dos sacramentos
           Sempre que o sacerdote confere algum sacramento for da missa, faz uso da sobrepeliz sobre hábito talar e com estola. A cor desta de acordo com o sacramento em questão. Tal prática é antiga e já encontra na Itália no século XII.  
Diferenças básicas
          Concluindo esta pequena esplanação acerca dessas duas vestimentas. Gostaria de enfatizar as diferenças básicas entre os atuais modelos de roquete e sobrepeliz. O primeiro é estreito, apresenta grande quantidade de rendas e notavelmente mangas unidas às da batina. A sobrepeliz é mais larga, não possui necessariamente rendas e, se as possui, é em menos quantidade. Possuem mangas são mais largas e não rentes às da batina. Abaixo detalhe das mangas:
sobrepeliz

Roquete
 Fonte : salvem a liturgia
 

Nenhum comentário:

Postar um comentário